
- O sistema Educativo Português não faz diferenciação em termos Programáticos. Quero com isto dizer que um aluno que pretende ser por exemplo Operário e outro que deseje ir para a Universidade têm que se sujeitar ao mesmo tipo de ensino (Programas e Conteúdos). Daí a ideia que os alunos não se identificam com o actual sistema de ensino.
- Escola Tradicional não vai ao encontro dos alunos mas também da sua (des)motivação.
Exemplo real: alunos de escolas rurais que ao escolherem agrupamentos diferentes daqueles que teriam na sua escola ao fazerem, mudando de escola, perdem os apoios nomeadamente nos passes sociais em que o estudante assume a despesa na totalidade.
Exemplo real: alunos de escolas rurais que ao escolherem agrupamentos diferentes daqueles que teriam na sua escola ao fazerem, mudando de escola, perdem os apoios nomeadamente nos passes sociais em que o estudante assume a despesa na totalidade.
- A Acção social não é justa na atribuição dos Apoios.
- Não há resposta rápida às necessidades dos jovens e das suas famílias.
- A Escola Tradicional não prepara os jovens para uma entrada imediata no mercado de trabalho e, o que isto quer dizer é que não desenvolvem as competências necessárias, o saber estar, o saber ser, por isso verifica-se nos jovens estudantes uma carência de estímulos a nível familiar, escolar e até social. Falta de objectivos, metas, por vezes chegam ao ponto de pensar que tudo se adquire com facilidade.
- Elevada carga horária (depois os alunos têm que ir para casa estudar não restando tempo para actividades recreativas)
- Alterações culturais que levam à violência escolar como por exemplo, a perda da autoridade do professor dentro da sala de aula, devido à massificação da Educação que leva o aluno a desconhecer a existência de hierarquia. O aluno pensa que a relação com o professor é de igual para igual.
Esta é uma reflexão menos boa da actualidade na Educação que não é completa, muito ainda se poderia dizer por exemplo desta solução de aumentar a escolaridade obrigatória para o 12º Ano, pois é errada atendendo a que existem, ainda, muitos problemas programáticos por corrigir quando a obrigatoriedade é o 9º Ano. Com esta solução só vai agravar-se a situação porque não estão a ser corrigido os problemas de raiz;
A JP-M querendo fazer parte da solução apresenta algumas propostas de orientação:
- Mudança nos Programas e nos Conteúdos adequando-os à realidade de cada região e ou distrito.
- Criação efectiva e complementar de áreas interdisciplinares na parte recreativa, na Música, no Teatro, no desporto reflectindo nos jovens o gosto por essas disciplinas.
- Diversificar os métodos de aprendizagem a exemplo dos Cursos Técnicos Profissionais.
- A verdadeira aprendizagem é nas oficinas, nas empresas e por isso tem de ser promovida essa inter-relação.
- Uma Acção Social mais justa na atribuição dos apoios e rapidez na resposta de novos casos de dificuldades de alunos e famílias.
- A JP-M defende que o estudante deve ter a possibilidade de escolher o agrupamento e a escola que quer seguir.
- Incentivar o voluntariado em diversas instituições existentes na RAM. Funcionaria como um aspecto positivo para a formação da identidade do jovem.
- Interactividade entre os nossos olímpicos de todas as modalidades com as escolas para as dar a conhecer e fomentar o interesse dos jovens por essas mesmas modalidades.
- No nosso entender deveria haver um reajuste nas disciplinas a leccionar e por consequente diminuição da carga horária.(mais espaço para o recreativo)
- Rever e fiscalizar o estatuto do trabalhador estudante.
- Criação de um Observatório para a violência escolar.
Para fechar e reforçar a orientação da JP-M na Educação, gostaria de transcrever um verso traduzido do autor “CONFÚCIO” e que sugere as linhas de orientação que a Educação deveria seguir:
Eu ouço e Eu esqueço
Eu vejo e Eu recordo
Eu faço e Eu Compreendo
Eu ouço e Eu esqueço
Eu vejo e Eu recordo
Eu faço e Eu Compreendo
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