
Só hoje será eleito o novo líder, mas o facto de ter visto a sua moção de estratégia global conquistar os congressistas, deverá assegurar a Lído Aguiar a eleição como presidente.
É muito provável que Artur Silva nem se apresente à eleição. O encontro, está a decorrer no Hotel Porto Mare, conta com cerca de 70 participantes.
Na abertura dos trabalhos, Pedro Moutinho, líder nacional da JP disse que o Governo português vive "em devaneios" e que os jovens estão "indignados" com o rumo do país.
"Esta geração está cada vez mais indignada com o estado do país e com os devaneios que nós estamos a ter no continente".
O líder dos jovens 'populares' acrescentou: "Vivemos tempos onde a liberdade é absolutamente escassa, não temos liberdade de pensamento, não temos liberdade de expressão, as nossas empresas já nem têm liberdade sequer para trabalhar e de criar riqueza, para crescer e inovar".
Para Pedro Moutinho, Portugal vive "tempos em que o Estado quer tudo, o Estado quer apoderar-se de tudo e cada vez mais há uma visão socialista de que as pessoas devem servir o Estado e não o Estado as pessoas, que era isso que deveria acontecer".
O dirigente nacional da JP disse ainda contar com os jovens madeirenses para a luta que se impõe.Os trabalhos do Congresso terminam esta tarde com uma intervenção de José Manuel Rodrigues.
Educação em comum
Lídio Aguiar e Artur Silva apresentaram moções de estratégia que tiveram em comum as preocupações com a educação e problemas conexos.
Lídio Aguiar considera "um acto de loucura do primeiro-ministro" a passagem da escolaridade obrigatória para os 12 anos. Diz que se com o nono ano já há imenso abandono, muito maior será com os 12 anos.
Já Artur Silva acentua a "má fase" da educação e lembra a insegurança vivida nas escolas.
Toxicodependência e crédito à habitação são problemas que muito preocupam o autor da moção 'Por um futuro melhor'.
O Congresso também debateu uma proposta de alteração dos Estatutos da JP, apresentada pela militante Natacha Rodrigues, que veio a ser aprovada por unanimidade.
Em síntese, passou a ser necessário ter três meses de militância na JP, antes de alguém poder candidatar-se aos respectivos órgãos.
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